quarta-feira, 13 de agosto de 2008

DANÇA DAS CADEIRAS

A ETERNA TROCA DE TÉCNICOS DO BRASILEIRÃO

Quando este blog foi idealizado - uma semana antes de entrar no ar - a aproximadamente 15 dias, um tema foi escolhido para a enquete de estréia: qual técnico cairia primeiro?

Entre as opções estavam quatro técnicos da Série A em condições digamos, desconfortáveis nos clubes que dirigiam: Antonio Lopes (Vasco), Renato (Fluminense), Roberto Fernandes (Atlético-PR) e Cuca (Santos). Graças a pequenos contratempos da vida cotidiana, o blog só começou a funcionar na semana seguinte e a enquete tornou-se obsoleta. Na mesma semana, os quatro caíram ou "foram caídos" do comando dos seus respectivos clubes, o que pra nós teria causado um inusitado "empate técnico" no resultado.

A própria enquete já sugere que consideramos tal atitude absolutamente habitual e já corriqueira por parte dos dirigentes de nossos clubes e, a cada domingo, especulações surgem sobre o "próximo da lista" - "fulano deve estar balançando no X.F.C.".

Acredito já estar comprovado que mudanças de técnico podem até surtir, de imediato, algum tipo de renovação de ambiente que reflete na postura dos atletas dentro de campo mas que, mascaram uma realidade cruel que, em 2 ou 3 rodadas, volta à tona.

Um time não muda da água para o vinho, da noite para o dia, obviamente, existem competentes e incompetentes em todas as áreas de atuação profissional e no futebol, não seria diferente. Salvo o Gremio, que dispensou Mancini e o substituiu por Celso Roth e conseguiu não só manter o desempenho como se destacar no cenário nacional, todos os times que trocaram de técnico, inevitavelmente, trocaram para piorar, não que o que tenha entrado seja pior que o tenha saído, mas o tempo, sempre ele, o implacável, não transforma nenhum mortal em Santo Milagreiro.

E o Botafogo, que trocou Cuca por Ney Franco, e de repente, começou a ganhar do todo mundo? Sim, mas esse é um caso específico, Ney Franco assumiu um "time certinho" desmotivado, Cuca armou o Fogão, mas não ganhou, e o ambiente foi ficando cada vez mais desgastado, uma hora a coisa tem que acontecer, não dá, ninguém aguenta tanto sofrimento, e o Alex Stival que me perdoe mas isso ele precisa resolver, a fase é triste, o cara é pé frio, não consegue ganhar, mas é extremamente competente, não somos europeus, torcedores não tem ações do clube, e os clubes de futebol no Brasil não são máquinas de fazer dinheiro, aqui a gente vive de títulos, pelo menos a maioria.

Mas quando a coisa tá feia, derrota em cima de derrota, precisa-se de um "fato novo", algo que mexa com o clube, com a torcida, com os jogadores, tudo ao mesmo tempo, um nova realidade, e qual é a forma mais fácil de se fazer isso? Então, quanto tempo o seu técnico vai permanecer no cargo? E quem será o próximo a cair?

Nenhum comentário: